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Breve dicionário audiovisual do Ibermedia

Tal como os outros, também no Ibermedia estamos a tentar compreender a nova terminologia usada pelos profissionais da indústria audiovisual. Onde quer que vamos, ouvimos estranhas palavras (nós chamamo-las «palavros») tais como crowdfunding, edutainment ou hackathon, cujo significado nem sequer é claro na sua língua original (pois, muitas vezes, um «palavro» vem de um jogo de palavras prévio). Este breve dicionário ou manual de novos termos nasce com o fim de reunir e compreender esse novo léxico usado desde há pouco tempo e que evolui com a mesma velocidade do que a tecnologia. As fontes não são citadas porque a maioria delas provém de materiais tão diversos quanto dispersos, como blogues, sites, portais de universidades, a Wikipédia, livros de marketing ou o mundo dos videojogos. Em cada entrega iremos acrescentar dois palavros novos; aprender vai ser divertido.

A B C E F G H M O R S T V
Co Cr

Co-criação

Costuma referir-se a uma estratégia de negócio ou de marketing que redunda na criação de atividades conjuntas entre a empresa e os seus clientes.

No caso audiovisual, seria entre a produção e os espectadores ou outros criadores/produtores. Consiste em envolver um grupo reduzido, qualitativo, a partir da génese da narração, para se aproximar mais do que o público espera.

Num filme para adolescentes, a cocriação poderia consistir em convidar um grupo de possíveis espectadores que pertençam ao target com qualidade suficiente para contribuírem com ideias e ajudarem o criador original a aperfeiçoar, ampliar ou descobrir facetas da história que apelem diretamente ao seu público-alvo. As ideias partilhadas são usadas na criação da obra, cuja autoria ultrapassa um único narrador.

Este recurso pode ser interessante para o cinema documental.

Para saber mais.

CONTEÚDO

Quando nos referimos ao conteúdo no ambiente online e digital estamos a falar de informação ou conhecimento no sentido mais lato. Alguns exemplos de conteúdos são as manifestações culturais (filmes, documentários, romances, contos, videoclipes, etc.), as notícias, as curiosidades, os memes (ver definição), as fotografias de burros com chapéus de palha ou de gatinhos…

Toda a informação, relevante ou não, de ficção ou não ficção, passível de ser partilhada é um conteúdo.

Conteúdos editoriais sociais

São os conteúdos partilhados através dos principais canais sociais, isto é, que permitem ao público interagir; por vezes este pode interagir com o próprio conteúdo (em jogos, apps, redes sociais, etc.) ou simplesmente dar a opinião sobre ele, ou manter com alguém uma conversa que irá chegar ao produtor/promotor do conteúdo.

Os principais formatos usados atualmente para os conteúdos editoriais sociais são: o blog post (cada entrada num blogue), a fotografia, os vídeos curtos (menos de 10 minutos, idealmente menos de 3 minutos), a infografia, as mensagens curtas ou rápidas, os comentários nas redes sociais e tuítes, os podcasts (ficheiros só de áudio), as webséries (séries de x episódios, normalmente de menos de 3 minutos e que se produzem para a rede), etc.

Colaborativo

Adjetivo muito usado em ambientes digitais, cuja marca é clara nos termos que têm o prefixo “co-” ou “crowd-”. A web 2.0 e 3.0 permite a comunicação de modo horizontal entre todos os utilizadores, e isto levou a dinâmicas de trabalho, de criação, de produção, etc., colaborativas, isto é, que são realizadas com o contributo de muitos. Estes contributos podem ou não ser remunerados e podem ter fins comerciais ou altruístas. É um modo de trabalhar e de se relacionar aberto aos restantes intervenientes online.

Crossmedia

Qualquer conteúdo distribuído através de diferentes canais e plataformas.

Não confundir com transmedia, embora alguns a usem indiferentemente.

Na crossmedia há quatro fases: a inicial, com os primeiros conteúdos que são distribuídos exatamente da mesma maneira através de diferentes canais (o mesmo filme no cinema, DVD e TV); uma segunda fase que se identifica com os «extras», conteúdos como o making off, entrevistas, etc., distribuídas como complemento do conteúdo mas não da narrativa; uma terceira fase, em que o conteúdo é completado noutro canal (uma série de televisão cujo episódio acaba de modo intrigante e que, ao terminar, remete para um site para saber mais); e, finalmente, a evolução destas técnicas, que é a transmedia, a qual implica construir um universo narrativo e comunicativo à volta do conteúdo original, que o enriquece, o completa e proporciona à história múltiplos canais de entrada, que podem funcionar independentemente. Esta será desenvolvida na definição.

Isto é, toda a transmedia é necessariamente crossmedia (é distribuída através de diferentes canais e plataformas, até no mundo real), mas nem toda a crossmedia é transmedia.

Crowdfunding

Financiamento em massa, também denominado peditório público, financiamento coletivo, microfinanciamento coletivo e micromecenato.

É feito por pessoas que criam uma rede para obter dinheiro ou outros recursos. Costumam ser plataformas na Internet (mas não só) para financiar esforços e iniciativas de outras pessoas ou organizações. O crowdfunding pode ter muitos fins, dos artistas que procuram o apoio dos seus seguidores aos políticos em campanhas, passando pelos empreendedores que querem financiar as suas empresas.

O caso mais paradigmático de filme produzido em crowdfunding, e também com grandes doses de transmedia, conteúdos complementares, crowdcreation e semelhantes, é El Cosmonauta. No blogue deste filme é possível acompanhar passo a passo a produção, que terá durado cerca de quatro anos, até à sua estreia em maio de 2013.

Crowdsourcing

Del inglés crowd (multitud) y source (fuente, proveedor), colaboración abierta distribuida.

Consiste en externalizar tareas que tradicionalmente realizaba un empleado o contratista, a un grupo numeroso de personas o una comunidad, a través de una convocatoria abierta.

Estellés y González (2012) proponen una nueva definición integradora tras estudiar más de 40 definiciones: “El crowdsourcing es un tipo de actividad en línea participativa en la que una persona, institución, organización sin ánimo de lucro o empresa, propone a un grupo de individuos mediante una convocatoria abierta flexible la realización libre y voluntaria de una tarea. La realización de la tarea, de complejidad y modularidad variable, y en la que la multitud debe participar aportando su trabajo, dinero, conocimiento y/o experiencia, siempre implica un beneficio mutuo. El usuario recibirá la satisfacción de una necesidad concreta, ya sea esta económica, de reconocimiento social, de auto-estima, o de desarrollo de aptitudes personales, mientras que el crowdsourcer obtendrá y utilizará en su beneficio la aportación del usuario, cuya forma dependerá del tipo de actividad realizada”.

El crowdsourcing es un modelo de producción y resolución de problemas. Normalmente, los problemas se difunden a un grupo de personas desconocidas mediante una convocatoria abierta para que éstas los solucionen. Los usuarios forman comunidades en línea y sugieren soluciones. Las comunidades las revisan para encontrar errores o mejorarlas. Una vez decididas, las mejores ideas pasan a ser de la entidad que propuso el problema en primer lugar: el convocante. A veces hay recompensas para las personas con las mejores propuestas, ya sea mediante dinero o premios. En otros casos, la única recompensa es el prestigio o la satisfacción intelectual. Los participantes en el crowdsourcing pueden ser aficionados o voluntarios que trabajan en su tiempo libre, o  también expertos y pequeñas empresas desconocidos para la organización que expuso el problema.

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