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Diego Galán en el Festival de San Sebastián 2006. © Marco Antonio Pena Zapatería.

O cineasta, crítico, historiador e duas vezes diretor do Festival de San Sebastián (de 1986 a 1989 e de 1993 a 2000) faleceu na segunda-feira dia 15 de abril aos 72 anos de idade. Há apenas uns meses, em outubro do ano passado, recebera a Medalha de Honra da Academia do Cinema em reconhecimento do seu “admirável percurso” e da sua “dedicação constante ao cinema espanhol”. Realizador de numerosos documentários e séries de televisão, e autor de uma dúzia de livros entre os que se destacam ¿Reírse en España? El humor español en el banquillo, Fernando Fernán-Gómez. Apasionadas andanzas de un señor muy pelirrojo ou Pilar Miró. Nadie me enseñó a vivir, a relação de Galán com o Festival de San Sebastián começou como crítico, continuou como assessor e logo no ano seguinte – em 1986 – era já nomeado diretor do certame. Nessa primeira fase como diretor recuperou a categoria A para o Festival basco e conseguiu atrair grandes figuras do cinema mundial.

Durante essa primeira fase, é-lhe também atribuído o mérito de transformar o Velódromo numa esplêndida sala de cinema que Oliver Stone chegou a qualificar como “a melhor do mundo”. Quando tornou a assumir a responsabilidade pelo Festival, fê-lo com o objetivo de fazer com que o público da cidade sentisse o Zinemaldia como seu e reunir mais espectadores em cada edição. Deixou a direção do Festival de San Sebastián no ano 2000 com o objetivo cumprido, embora tenha mantido a sua relação como conselheiro.

Quando em outubro do ano passado recebeu a Medalha de Honra da Academia de Cinema das mãos da produtora Esther García, numa cerimónia que foi apresentada pelo ator Paco León, Diego Galán não conseguiu evitar ficar com a voz quebrada e de lágrimas nos olhos. “A mim ninguém me emociona e vocês conseguiram”, disse antes de brincar: “Com um copo de vinho já me passa”.

De seguida admitiu: “A minha paixão pelo cinema espanhol, que nasceu em criança no Teatro Cervantes de Tânger, não morreu. Via os filmes várias vezes, foi assim que me tornei especialista em grandes figuras da nossa cinematografia”.

É certo que Diego Galán nasceu em Tânger em 1946, embora, em 2001, após receber o prémio Tambor de Oro da cidade de San Sebastián, se tenha declarado acima de tudo “donostiarra”. Porque, como também admitia no ano passado, “diverti-me em cada trabalho, mas a minha fase mais feliz foi em San Sebastián”.

Na extensa obra audiovisual destacam-se as curtas-metragens Apunte sobre Ana, El mundo dentro de tres días, Tu amiga Marilyn ou Una tarde con Dorita Amor; as séries documentais realizadas para a TVE Memorias del cine español (15 capítulos, 1975), Queridos cómicos (23 capítulos, 1992) ou Una historia del Zinemaldia (15 capítulos, 2010, com a Euskal Telebista – ETB), ou as longas-metragens Pablo G. del Amo, un montador de ilusiones, ¿Quién fue Pilar Miró?, Con la pata quebrada (sobre a evolução da imagem da mulher no cinema espanhol a partir dos anos 30), Elio Berhanyer, maestro del diseño ou Manda huevos.

“Ninguém como Diego Galán conheceu o cinema em todos os âmbitos, nomeadamente o cinema espanhol”, declarou Mariano Barroso, atual diretor da Academia de Cinema, ao tomar conhecimento da notícia. “Vamos sentir falta do seu rigor, da sua solvência e, a nível pessoal, a sua generosidade com todos nós. Até sempre e obrigado. Voa alto, querido Diego”.

“Morreu Diego Galán, um apaixonado pelo cinema, sem o qual não seria possível compreender a história do nosso festival”, expressaram também os atuais organizadores do Festival basco. “Descanse em paz. Um forte abraço aos seus entes queridos”. E, mais tarde, através do Twitter: “Até sempre, Diego. Fizeste do @sansebastianfes um festival de tod@s e nunca te vamos esquecer. Encontra o teu filme lá onde estiveres”.

Na fotografia, Diego Galán no Festival de San Sebastián de 2006. © Marco Antonio Pena Zapatería.

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